Jovem Guarda

Roberto Carlos Aprova samba-enredo da Beija Flor

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Roberto Carlos leu e aprovou a sinopse que a Beija-Flor elaborou para o enredo A Simplicidade de um Rei, que homenageará o cantor e compositor no carnaval 2011, ano em que ele completa 70 anos. Roberto recebeu a comissão técnica da Beija-Flor em seu estúdio, na quarta-feira, no bairro da Urca, zona sul do Rio, onde mora.

Alexandre Louzada, carnavalesco da Beija-Flor, preferiu ler ele próprio o texto. E, segundo ele, Roberto Carlos adorou. “A sinopse é toda costurada com passagens da vida dele e, claro, trechos de suas músicas”, explicou. Para não esbarrar na única restrição feita pelo cantor, a sinopse não inclui palavras como “inferno” e “diabo”. “Como não podíamos deixar de fora a referência a ‘Deixamos assim: daqui pra frente, tudo vai ser diferente, e que eu quero que vá tudo… Tudo pra quem ama com ternura, tudo, pra tudo que se quer bem’. Ele gostou e disse que nos saíamos bem”, garantiu Louzada.

Essa mudança na letra de uma de suas canções mais conhecidas não é a única alteração no enredo da vida de Roberto promovido na homenagem da Beija-Flor. Não está prevista nenhuma referência à censura feita à biografia do cantor, que resultou no recolhimento das livrarias de toda a edição de “Roberto Carlos em Detalhes”, de Paulo Cesar de Araújo. 

Show – Roberto vai retribuir a homenagem. Segundo Laila, diretor de carnaval da escola, o cantor manifestou a intenção de fazer um show para a comunidade de Nilópolis, na quadra da escola. “O show deve acontecer em dezembro e janeiro. O próprio Roberto  disse que quer fazer isso. Até sugerimos fazer em um local maior, mas ele faz questão de que seja lá. Então, assim será.” A escolha do samba começa em agosto, quando acontecerão as eliminatórias. Roberto Carlos disse que, se tiver disponibilidade na agenda, quer acompanhar de perto essa primeira etapa. Confira, abaixo, um trecho da sinopse que ajudará a compor o samba:

“Me leva meu sonho em viagem, por uma estrada colorida, onde o tempo pede passagem e carrega, em sua bagagem, as lembranças que eu trago da vida.

E lá vou eu, bem longe, além do horizonte, vivendo esse momento lindo, a reconstruir meu castelo de sonhos entre emoções, como quem chora sorrindo.

Olha dentro dos meus olhos e vê quanta lembrança que na distância do tempo guardei. Ah! Como o tempo passa, é como se o trem que me trouxe, voltasse e dissipasse a fumaça, e eu então retornasse pras coisas que eu deixei.

Meu pequeno Cachoeiro, essas terras entre as serras, doce terra onde eu nasci, te confesso, você é a saudade que eu gosto de ter, e que mora pra sempre em mim; é como sentir você bem perto, é como estar desperto pra ver tudo igual como era antes, que nada se modificou, e ouvir de novo as águas cantantes do meu Itapemirim.

E é assim que o pensamento voa, vagueia assim, à toa, e até parece que eu voltei… Voltei a ser criança, a ser ‘Zunga’ outra vez. Ah! Sentimento bem vindo… Vejo o meu cachorro me sorrir latindo, estou em frente ao portão, eu voltei, pra viver o sonho mais bonito que um dia alguém já sonhou, e sentir que o sol que atravessa essa estrada jamais se apagou.”


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Jose Carlos Almeida

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